https://www.youtube.com/watch?v=4m1pafDWhgE
Beatriz Costa Werneck, aluna do curso de arquitetura e urbanismo da UFMG.
quinta-feira, 6 de julho de 2017
Estratégias de Apropriação do Espaço
PARKOUR
Parkour é um termo que deriva da palavra francesa parcours, que, em português, define caminho. Entretanto, o emprego dessa palavra era feito em um contexto militarizado, em que as tropas francesas deram o nome de "Parcours du Combattant" à uma estratégia de combate desenvolvida por eles. A inspiração nessa técnica militar deu origem ao parkour; este pode ser caracterizado por um conjunto de movimentos criados para que seus praticantes percorram um caminho, usando os obstáculos existentes para aumentar sua eficiência nessa trajetória. Alguns comportamentos característicos do parkour são: salto sobre vãos, escalada de muros, equilibrar em corrimãos e etc.. Contudo, muitos também o definem como uma filosofia de vida, isso é, uma percepção de que os obstáculos e as dificuldades encontradas no cotidiano de cada um podem ser superados e ainda contribuírem para o crescimento pessoal dessas pessoas.
DERIVA
Deriva é o nome dado a um tipo de deslocamento no espaço, em especial às percepções relacionadas a esse "passeio". Ela consiste na passagem rápida e sem interrupções por diferentes ambientes. Isso permite que seus praticantes analisem as sensações e reações que cada lugar provoca em seus visitantes. É importante ressaltar que, durante a prática da deriva, não se deve fazer uma escolha racional da trajetória a ser seguida, é preciso se deixar levar pelo instinto sensorial e assim determinar o caminho feito.
FLANEUR
Flaneur é uma palavra de origem francesa significar vadiar, caminhar pelo espaço sem objetivos e direções. Nesse caso, o termo flaneur pode ser considerado o deslocamento pela cidade sem se preocupar com os destinos e trajetos e por isso pode ser considerada uma forma de exploração espacial.
ROLEZINHO
Rolezinho foi o nome dado a um movimento de jovens brasileiros que ocorreu maioritariamente em 2014. Ele consistia na ida simultânea de centena de pessoas, normalmente adolescentes e jovens adultos, para espaços que antes não eram muito explorados por esses grupos. Os eventos eram organizados, muitas vezes, nas redes sociais, atingindo um grande numero de indivíduos. Dessa forma, a ida de um contingente de jovens para o mesmo lugar e ao mesmo tempo garantia a força do movimento, já que, além de chamarem atenção para o seu propósito, dificilmente eram barrados. Essa apropriação do espaço gerou incômodo no público que normalmente frequentava os lugares que eram escolhidos como destino dos rolezinhos, como donos de lojas e usuários de shoppings center de classe média alta.
FLASH MOB
Os flash mobs são movimentos de massa, normalmente organizados na internet. Eles reúnem um grande número de pessoas que aparentemente estão misturadas aos pedestres, mas que em um dado momento começam a realizar atividades similares, muitas vezes compondo uma coreografia. Essa prática constitui uma impactante apropriação do espaço com o corpo.
SKATEBOARDING
É o uso do skate como apropriação do espaço. Normalmente, é feita por jovens e em lugares que não necessariamente é permitido a prática do skate. Isso acontece pois, esse grupo utiliza elementos que já existem na área urbana para servirem como obstáculos para saltos, superfícies para deslizamento e realização de manobras.
quarta-feira, 5 de julho de 2017
Caderno Técnico Objeto Interativo
Acesse o link para visualizar o PDF do caderno técnico do objeto interativo Movimentum.
https://drive.google.com/file/d/0B_866Q-NyBTdU01ONWxHRUlXWWM/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/0B_866Q-NyBTdU01ONWxHRUlXWWM/view?usp=sharing
sexta-feira, 30 de junho de 2017
Passeio Cultural - Casa da Glória
Entre os dias 2 e 12 de junho, visitei a Casa da Glória em Diamantina, Minas Gerais. Se trata de um casario colonial antigo que teve diversos administradores e funções, entre elas: domicílio, residência para os intendentes estatais, sede do Segundo Bispado de Minas Gerais, Orfanato e, hoje, sedia o Centro de Geologia de Eschwege. Com toda essa bagagem cultural, a construção é um dos pontos de Diamantina mais visitados por turistas, entretanto, ainda funciona como alojamento para vários estudantes.
O casario tem amplos quartos, salas de estudo, salas de exposição, refeitório, pomar e outros vários equipamentos que o torna um lugar rico em espaços internos e externos. A arquitetura apresenta alguns traços da tipologia colonial brasileira. Alguns exemplos são a presença de grandes janelas, de estruturas de madeira, de paredes grossas, de pintura azul e de telhado com telhas de barro. Contudo, a casa apresenta um passadiço de madeira que remete a uma avançada tecnologia para a época. Ele foi feito com a intenção de unir duas casas que fazem parte do conjunto, sem que os moradores tivessem que atravessar a rua e resiste em pleno funcionamento até os dias atuais.
A Casa da Glória é um marco significativo na cidade de Diamantina, capaz de indicar partes da história e da tradição mineira.
Seminário de Design e Interação
Divisor
A obra “Divisor”, de Lygia Pape,
data de 1968. Para sua realização, foi utilizado um pano de algodão com várias
fendas, e nessas fendas as pessoas podiam, ou não, atravessar suas
cabeças.
1984 X 1984
A obra “ 1984 x
1984”, de Rafael Lozano, data de 2015.
Se trata de uma tela, na qual ,
por meio de um número randômico, aparecem os quatro dígitos do número 1984,
repetidas vezes e em diversas combinações diferentes. As imagens desses dígitos
foram extraídas de fotos de mais de 200 000 endereços mostrados pelo Google
Street View. Em adição a isso, na medida que as
pessoas se aproximam da tela, elas provocam alterações nas imagens.
Os dois exemplos são obras artísticas que, a partir de diferentes mecanismos, promovem uma interação com o público. No caso do Divisor, mesmo a tecnologia empregada sendo mais básica, a interação ocorre mais intensamente, uma vez que as pessoas podem interagir juntas com a interface, entre sí e ainda com o ambiente que está a sua volta. A obra de Rafael Lozano, 1984 X 1984, emprega uma tecnologia mais sofisticada, contudo, a interação provocada por ela é de cunho maioritariamente individual, uma vez que as pessoas "brincam" com a sua própria sombra e, dificilmente, interagem com a sombra de outros.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Objeto Interativo - Evolução
Desde o início, o principal objetivo do objeto era promover uma interação com aqueles que estivessem a sua volta, seja diretamente com a interface do objeto, seja entre os que fizessem parte do público. Para que isso ocorresse, a interação foi baseada em movimentos corporais das pessoas que causariam reações na peça e essas, por sua vez, provocariam sensações nos observadores. Na ideia inicial, isso seria feito por uma combinação de movimentos, agrupados de dois em dois, que quando realizados ao mesmo tempo acionariam uma luz de cor diferente para cada combinação. Nesse caso, seria possível criar um ambiente misterioso, no qual não se saberia, em um primeiro momento, o porque de a luz ter diferentes comportamentos, e isso seria um motivo para prolongar a interação. A essência desse projeto foi mantida no objeto final. Contudo, ele foi construído em uma escala muito maior, o que facilitou a interação simultânea de mais pessoas, e com outro mecanismo. Nessa última versão, existiam botões de pressão escondidos por toda a superfície da peça e cada um deles ligava um circuito elétrico distinto, com um ou mais led's de diferentes cores. O interessante era que os led's não estavam localizados, necessariamente, perto dos botões, o que causava o mesmo clima de mistério nas pessoas. O acabamento com um tecido preto translúcido e os desenhos em espiral ajudaram a disfarçar os locais onde os inputs e os outputs estavam, o que favoreceu esse aspecto. Além do atrativo visual, as espumas que foram colocadas nas extremidades das hastes ampliaram a sensação tátil provocada pela construção, característica que contribuiu para a aproximação dos espectadores. Contudo, a interação pode ser banalizada após um curto período de tempo, uma vez que depois de conseguir descobrir o funcionamento do objeto a parte lúdica deste é enfraquecida.
De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.
De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.
Roteiro Formulado para as Entrevistas
Nome
Idade (Gostaria de informar?):
De onde você é?
Qual sua relação com Diamantina?
Qual a sua impressão do espaço?
Você costuma frequentar a praça?
Se sim, porque?
Você vê alguma ligação entre a praça e a vizinhança?
Em qual local da cidade você gosta de ir?
E qual não gosta?
Qual o percurso diário?
Proposta de Intervenção na Praça Niemeyer
Embora seja um espaço bastante amplo e com diversas possibilidades de uso, um dos principais pontos apontados foi o eminente abandono, tanto pela prefeitura, quanto pela população no geral, do espaço Niemeyer. Dessa forma, o espaço de grande potencial passa a ser utilizado apenas como passagem, sendo o caminho mais curto para atravessar para a outra rua, de modo que espaço e pessoa não se relacionam. A fim de trabalhar nisso, procuramos estratégias para atrair mais pessoas para o local além de gerar uma maior permanência destas ali. Uma dos mecanismos utilizados para isso foi a cor vermelha em todos os instrumentos utilizados, tecidos, faixas, tnt, balões, serragem, botões, etc., que naturalmente direciona o olhar de quem passa por perto. Criamos, ainda, ambientes exploratórios que buscam estabelecer uma interatividade com o usuário a fim de incentivar uma maior relação com o espaço e, consequentemente, uma maior disposição a permanecer ali, por meio de cordas com diferentes tons de sinos acionados pelo toque e botões de pressão nos degraus da escada. Além disso, foi feita uma parceria com a escola municipal de Diamantina que forneceu desenhos de alunos do ensino fundamental e pré dos lugares que estes mais gostavam na cidade, novamente com o intuito de estreitar a relação entre a sociedade e o lugar, que foram expostos de maneira dinâmica e mutável no segundo andar (o próprio usuário poderia alterar sua configuração, pois estavam presos em estruturas de nylon que serviam como trilhos transparentes). Ainda nesse sentido, filmamos formas de ocupação da praça presenciadas ao longo da semana, que, além de atrair as pessoas filmadas para a instalação também serviria para ampliar o imaginário de possibilidades de apropriação de quem vê a projeção. Uma outra maneira de provocar a permanência e de atrair a atenção dos transeuntes foi por meio da utilização de mais de 400 balões que serviriam como isca, já que mesmo de incio a pessoa não dê muita importância ao local, com o passar do tempo ali ela tende a prestar maior atenção no ambiente.
Foram utilizadas também setas vermelhas de serragem vindas das calçadas apontando o caminho até a praça e distribuídos panfletos sobre o evento tanto nas áreas próximas quanto no centro.
Foram utilizadas também setas vermelhas de serragem vindas das calçadas apontando o caminho até a praça e distribuídos panfletos sobre o evento tanto nas áreas próximas quanto no centro.
quarta-feira, 21 de junho de 2017
Passeio Cultural - Um Interlúdio - A Morte e a Donzela
A peça de teatro “Um Interlúdio - A Morte e a Donzela”, estava em cartaz (teve seu último em 28 de maio) no teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes em Belo Horizonte. O valor, relativamente, acessível dos ingressos e a localização central do teatro contribuíram para a popularidade da peça. Sob a direção de Wilson Oliveira, a história é baseada em uma das obras do autor chileno Ariel Dorfman.
O enredo aborda o drama vivido por uma mulher que acredita ter reencontrado, 15 anos depois, o homem que a torturou durante a ditadura. Dessa forma, o clima tenso causa suspense ao longo do espetáculo e prende a atenção dos espectadores. Além disso, a peça promove uma reflexão a cerca da violação dos direitos humanos. De maneira geral, é uma ótima forma de entretenimento.
Passeio Cultural - Festival Shimmie 2017 - Belo Horizonte
Nos dias 17 e 18 de junho de 2017, aconteceu o IV Festival Shimmie em Belo Horizonte, no Teatro Sesi Minas. Esse evento, produzido pela revista Shimmie, tem por objetivo a promoção da cultura árabe. Isso ocorre por meio de competições e apresentações de danças árabes.
Várias academias de dança se inscreveram para competir e/ou apresentar suas coreografias e, dessa forma, foi possível assistir praticantes de dança do ventre, do estilo saidi e de outras danças folclóricas dessa cultura.
O preço acessível dos ingressos contribuiu para que o teatro estivesse cheio e tanto as roupas coloridas quanto os movimentos impressionantes dos dançarinos favoreceram o entretenimento do público.
Passeio Cultural - Lollapalooza Brasil 2017
Em março de 2017, ocorreu o festival de música Lollapalooza Brasil, na cidade de São Paulo. O evento se dividiu em dois dias, 25 e 26 de março, e reuniu mais de 30 atrações. Entre os gêneros musicais se encontrava rock, indie, pop, rap nacional e música eletrônica. Essa variedade possibilitou que públicos distintos fossem atraídos pelo festival, contudo o preço elevado dos ingressos dificultou a plena acessibilidade ao evento.
Em questão de infraestrutura, é relevante destacar que o espaço disponível foi suficiente para a boa acomodação dos espectadores, que o acesso aos palcos era, relativamente, fácil e que existiam postos médicos e banheiros acessíveis espalhados pelo terreno. Entretanto, o serviço de alimentação foi falho, uma vez que os preços eram altos e que não tinha atendimento suficiente para suprir as necessidades do público, o que resultou em grandes filas nos guichês de comidas e bebidas.
De uma forma geral, ir ao festival Lollapalooza é uma experiência interessante, pois além vivenciar vários shows também é possível analisar a estrutura de um grande evento nacional. segunda-feira, 19 de junho de 2017
Performance - Espaço Niemeyer
Compreensão do espaço com o corpo
https://www.youtube.com/watch?v=6sey6fcWhoI&feature=youtu.beDiamantina - Minas Gerais
Integrantes do grupo:
* Alan Favato
* Beatriz Bartholo
* Beatriz Werneck
* Gabriela Zanotti
* Henrique Mota
* Matar Gning
* Pablo Adan
* Raíssa de Souza
terça-feira, 23 de maio de 2017
domingo, 7 de maio de 2017
Pergunta Sobre o Virtual
Como tornar as pessoas mais responsáveis pelos espaços que habitam através de ambientes não apenas reativos?
Para que as pessoas contribuam para a criação de espaços proativos e reativos é, primeiramente, necessário que a interação delas com os lugares que as circundam seja ampliada. Isso pode ser feito por meio de delegação de responsabilidade, que, hoje, é praticamente apenas do poder público, para a população. Dessa forma, é possível incentivar os moradores a cuidar dos espaços que habitam e a criar novas atrações nestes. Em adição a isso, é necessário que seja veiculado maior conteúdo a respeito da criação de lugares mais interativos, como uma forma de proporcionar conhecimento acerca dessa área para o público. Isso pode ser feito por meio de distribuição, em praças e pontos de ônibus, de pequenas apostilas com os conteúdos de virtualidade, de interação e interface, e de funcionalidade.
Para que as pessoas contribuam para a criação de espaços proativos e reativos é, primeiramente, necessário que a interação delas com os lugares que as circundam seja ampliada. Isso pode ser feito por meio de delegação de responsabilidade, que, hoje, é praticamente apenas do poder público, para a população. Dessa forma, é possível incentivar os moradores a cuidar dos espaços que habitam e a criar novas atrações nestes. Em adição a isso, é necessário que seja veiculado maior conteúdo a respeito da criação de lugares mais interativos, como uma forma de proporcionar conhecimento acerca dessa área para o público. Isso pode ser feito por meio de distribuição, em praças e pontos de ônibus, de pequenas apostilas com os conteúdos de virtualidade, de interação e interface, e de funcionalidade.
Quarto Objeto Interativo
Essa versão, é uma continuação do objeto anterior. Ela busca ampliar a escala da peça com a finalidade de ser possível interagir com ela a partir do movimento dos membros inferiores das pessoas, isso é, com pisadas. Apesar dessa inovação, ela mantém o circuito elétrico do terceiro objeto.
A interação ocorre tanto na interface, devido a mudança de cores do led acionada pela movimentação dos pedais, quanto entre as pessoas que brincam com o objeto, já que para este funcionar, promovendo o fechamento do circuito, é preciso que haja pelo menos dois agentes. Essas características tornam a interação proativa, pois o uso da análise combinatória impede que o mecanismo seja meramente reativo, mas ainda não há troca efetiva no âmbito pessoa-objeto. Essa questão é o principal problema do objeto. Entretanto, o caráter programático da peça é um ponto que merece destaque, isso ocorre, pois não há um objetivo final em seu funcionamento, mas sim diretrizes para o uso desta, o que rompe com a lógica do quadro branco.
Terceiro Objeto Interativo
Esse objeto rompe com as ideias principais dos objetos anteriores. Ele foi inspirado no brinquedo infantil gangorra e incentiva a interação entre duas ou mais pessoas por meio do uso de sua interface. Além da mobilidade mecânica, produzida pelas pessoas, ele apresenta um pequeno circuito elétrico com uma lâmpada de led e um arduino. A parte elétrica funciona quando duas das suas extremidades encostam no chão, onde há um fio condutor. Em adição a essa informação, é válido dizer que dependendo da posição das duas extremidades que fecham o circuito a luz acendida é diferente. Isso ocorre devido a programação do arduino, usando os princípios da análise combinatória.
domingo, 23 de abril de 2017
Segundo Objeto Interativo
A aplicação de elementos eletrônicos
O objeto construído foi inspirado no projeto de objeto feito no SketchUp por mim e pelas colegas Bárbara Moreira e Gabriela Zanotti. Ele possibilita que a pessoa que esteja interagindo com ele mova suas "folhas" o organizando em diversas maneiras diferentes. Além disso, aquele que interage pode ligar e desligar a lâmpada localizada na base do objeto e ainda pode escolher retirar ou colocar o filtro de plástico rosa na luz (no vídeo, o objeto está com o filtro).
Primeiro Objeto Interativo
Esta é uma representação esquemática do meu primeiro objeto interativo. Se trata de um cilindro de plástico preto com três cortes horizontais descontínuos, por onde os ganchos de metal podem deslizar de um lado para o outro. Esses ganchos podem servir para sustentar outros objetos leves ou ainda como ponte de sustentação para que o cilindro possas ser dependurado em algum local. Em adição a isso, as estrelas de papel, coloridas em tons de rosa e amarelo, foram coladas na superfície do cilindro com anéis de fita adesiva, o que permitia que elas fossem descoladas e reposicionadas a escolha da pessoa que interagisse com o objeto.
Rede de Objetos
sábado, 22 de abril de 2017
Passeio cultural: Parque do Ibirapuera
No dia 24 de março, tive a oportunidade de conhecer um dos grandes parques da cidade de São Paulo, o parque do Ibirapuera. O lugar tem dez portões de acesso, alguns tem estacionamento e outros são próximos de pontos de embarque e desembarque de transportes públicos. Essas características espaciais funcionam como atrativos para os visitantes, pois facilitam a chegada e a saída do parque. Ainda falando de características positivas, existem diversos pontos de informação e placas indicativas empalhados por todo o local, o que contribui para o deslocamento interno, uma vez que o Ibirapuera é de grande extensão. Outro ponto que merece destaque é a distribuição adequada de serviços alimentícios, bebedouros, banheiros e lixeiras - inclusive de coleta seletiva -. Entretanto, devido ao preço elevado da maioria dos alimentos, comer nas lanchonetes do parque não é um ato economicamente acessível a todos.
Em relação às atividades oferecidas, é preciso ressaltar que há enorme multiplicidade de possibilidades. Além da presença de museus, das escolas de jardinagem e de astrofísica, do planetário e de outros edifícios, há ciclovias e áreas para caminhada, aluguem de bicicletas, pistas de skate, quadras esportivas, redes, e outras variedades de opções para entretenimento. Em adição a isso, também é importante dizer que o Ibirapuera tem uma agenda de atividades realizadas por grupos no espaço do parque, é o caso do “Bosque da Leitura” e da “Yoga no Parque”, por exemplo. Essas programações estão disponíveis no site www.parquedoibirapuera.com. Outro ponto notável, é a grande existência de áreas verdes e até mesmo de uma lagoa, elementos que compõem a paisagem local.
Essa visita foi foi muito interessante, pois, além de proporcionar uma tarde agradável e divertida, foi possível reconhecer alguns aspectos bem sucedidos na projeção do parque. Isso se deve ao fato de ele atender a variadas demandas de diferentes públicos, ser funcional em diversos aspectos e ainda possibilitar a interação com a natureza e com as outras pessoas de uma forma ampla. Ele é, sem dúvidas, um exemplo rico de espaço coletivo urbano.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
domingo, 9 de abril de 2017
Documentário “Um Lugar ao Sol”
O documentário brasileiro “Um Lugar ao Sol”, dirigido por Gabriel Mascaro, é constituído de uma serie de entrevistas com pessoas que fazem parte da lista de “pessoas mais influentes no Brasil”. Todos os participantes moram na cobertura de seus edifícios e, apesar de serem de diferentes cidades brasileiras, idades, profissões e gêneros, os entrevistados , sem exceção, são de classe socioeconômica elevada, o que restringe muito o tipo de realidade abordada pelo filme. Ao decorrer do documentário, essas pessoas deixam claro um posicionamento preconceituoso e alienado em relação aos indivíduos de classes sociais menos favorecidas e seus modos de vida. Ainda nessa perspectiva de superioridade, muitos disseram que por estarem literalmente acima das outras pessoas se sentiam mais poderosos e, até mesmo, mais abençoados por Deus. Os participantes demostraram pouca sensibilidade em relação àqueles com menor poder aquisitivo, fossem trabalhadores domésticos, moradores de favelas ou mesmo banhistas nas praias. Em um dos relatos, uma mulher descreveu que conseguia apreciar os tiroteios que ocorriam na comunidade próxima ao seu apartamento, pelo fato de os disparos serem coloridos e pela situação se assemelhar a um espetáculo, com pessoas gritando e correndo de um lado para o outro. Esse é um exemplo claro da falta de consciência social compartilhada pelos entrevistados. Por fim, o documentário induz a uma reflexão acerca do caracter das pessoas que são consideradas influentes no país, denunciando uma realidade chocante que, de certa forma, é capaz de explicar o porquê de o Brasil ter tanta desigualdade social.
sábado, 8 de abril de 2017
Diferença da visita virtual (street view) e da visita ao vivo
Visita ao Parque Municipal
Na quarta-feira, 05/04/2017, visitei o parque municipal de Belo Horizonte pela tela do computador. É surpreendente perceber que essa tecnologia possibilita que nós tenhamos um panorama do local sem, de fato, estar nele, acontecimento que seria tema de ficção cientifica há alguns anos atrás. O street view ainda tem algumas limitações, pois se restringe apenas a visão do lugar, mas já existem alguns programas de realidade virtual que, além de programarem situações ao acaso, conseguem proporcionar as sensações de cheiro, temperatura, umidade e, até mesmo, tato ao usuário. Isso gera diversas facilidades para aqueles que não têm disponibilidade de conhecer a área presencialmente e também é uma evidência da criação de novos espaços, que não os físicos, pela humanidade.
No dia seguinte, 06/04/2017, realizei a visita pessoalmente ao parque. Experimentamos as sensações reais do clima, ouvimos os sons emitidos por animais, pelas pessoas e pelo transito, tivemos a oportunidade de caminhar pelas trilhas que quiséssemos e tocar os variados elementos que constituem o local. Aspectos que não puderam ser alcançados na virtualidade do google street view. Contudo, como já foi dito antes, esses tipos de interação podem ser proporcionados por outros programas que simulam a os espaços físicos. Conclui que a principal diferença entre as visitas virtual e presencial é a existência ou não de vida, de prana. Isso é, quando visitamos um lugar ao vivo é possível sentir a energia vital deste, o que ainda não é proporcionado pelos espaços virtuais.
terça-feira, 4 de abril de 2017
Criação de Objeto Virtual (SketchUp)
Componentes do grupo:
Barbara Moreira Carvalho (http://barbaramoreiracarvalho.blogspot.com.br/)
Beatriz Costa Werneck
Gabriela Menegatti Zanotti (http://gabrielamenegattizanotti.blogspot.com.br)
O processo de fabricação digital
As Novas Tecnologias e a Arquitetura
O uso da tecnologia digital tem proporcionado grandes avanços no campo da arquitetura, principalmente na automação da produção, da fabricação ou da modelagem de um objeto. Isso foi possível devido ao desenvolvimento de técnicas como a fabricação digital, a prototipagem rápida e a parametrização. O uso desses elementos possibilitou que os protótipos e maquetes se tornassem mais reias, o que tornou possível que uma crítica mais apurada de um determinado projeto fosse feita. Dessa forma, é mais fácil identificar os possíveis erros e/ou faltas presentes no planejamento inicial e isso contribui para a construção de espaços mais bem feitos e elaborados, apesar de isso não depender apenas da tecnologia. Além desse aspecto, esses novos mecanismos também influenciaram o desenvolvimento de uma nova forma de organizar os locais, que não a noção tradicional, pré-estabelecida, para montar e separar os diversos ambientes. Isso aconteceu, pois o caracter inovador proposto por essas técnicas incentivou o crescimento de uma nova concepção acerca da funcionalidade proposta e do real uso desses espaços. Essa recente reflexão faz referência a necessidade de que haja flexibilidade entre os pilares básicos arquitetônicos e os desejos dos usuários, de maneira que exista a possibilidade da multiplicidade. Conclui-se que as tecnologias são importantes ferramentas para auxiliar aqueles que têm por objetivo planejar lugares cada vez mais interessantes. Contudo, elas sozinhas não são capazes de realizar mudanças, é preciso que os arquitetos, os engenheiros, os urbanistas, etc. estejam atentos às diferentes necessidades e limitações da população e do espaço em que trabalham.domingo, 2 de abril de 2017
Crítica ao Objeto
O objeto feito pela aluna Gabriela Zanotti era composto por uma estrutura cúbica, como uma caixa, feita com fios de barbante e cola. Algumas partes desta eram rígidas para garantir a sustentação e outras eram maleáveis, o que possibilitava a interação com o meio externo. Esse aspecto é interessante, pois adere à perspectiva programática proposta pelos professores. A disposição entrelaçada dos barbantes lembra de um “muro vazado” que ao mesmo tempo promove a sensação de proteção, devido ao muro, e de liberdade, pelo fato de ter furos. Contudo, a escolha do material usado, no caso o barbante e a cola, aumentou a fragilidade da peça. Isso se deve ao fato de que a mistura rígida gerada pelos dois pode ser facilmente enfraquecida pela umidade ou por pequenos choques motores. Outro componente da criação de Gabriela é uma pequena caixa que emite luz de led conforme os sons que cheguem em suas proximidades. Esse ponto contribuiria para a finalidade interativa do objeto, uma vez que ele seria capaz de reagir aos impulsos do ambiente ao seu redor. Essa parte seria posicionada dentro da estrutura de barbante, o que teria como efeito a criação de imagens luminosas vazadas. Entretanto, a construção dessa ultima parte não foi efetivada, o que acarretou a perda significativa da funcionalidade do conjunto.
domingo, 26 de março de 2017
Crítica ao Croqui
O croqui de Eduarda Monti Silva retrata uma das áreas externas da Escola de Arquitetura e Design da UFMG. Aparentemente, ela usou papel ofício, lápis de grafite escuro e lápis de cor verde. Um dos aspectos que chama atenção no seu desenho é o traçado bem definido - de cor forte e traço grosso- e retilíneo. Essas características contribuíram para que a imagem pareça mais real, ela, inclusive, lembra uma imagem de software de arquitetura. Entretanto, a vegetação colorida de verde, por ser a única parte que não é preta e branca, chama mais atenção que os outros elementos da composição. Isso é prejudicial ao croqui, pois o objetivo maior era retratar o edifício, logo ele devia ser o foco principal e não as plantas. Outro ponto que merece destaque é a noção de perspectiva empregada na construção de Eduarda. A boa utilização dos dois pontos de fuga favoreceu a criação de profundidade no croqui. O ponto de vista escolhido pela autora mostra que ela estava localizada em frete a quina do prédio, o que também é interessante, pois permite que o desenho mostre duas dimensões (a frete e um dos lados) do edifício. Contudo, o enquadramento do desenho mostra o prédio muito de perto, como se o observador estivesse a poucos metros dele, isso deixou o croqui muito denso e sem uma área branca destinada ao equilíbrio deste. Apesar das críticas negativas, conclui-se que o trabalho de Eduarda apresenta grande dedicação e cuidado, sendo majoritariamente bom.
domingo, 19 de março de 2017
Diferença entre a roupa e a arquitetura
A arquitetura e as roupas apresentam, entre si, algumas características comuns. Pode-se citar a função de proteger os indivíduos contra as intempéries, como a chuva, o vento e o frio. Outro aspecto compartilhado por elas é a representação de um estilo artístico e pessoal do construtor de um edifício ou de quem usa a peça. Ambas também podem proporcionar a sensação de conforto e/ou desconforto ao usuário. Contudo, apesar de existirem aspectos semelhantes entre a arquitetura e as roupas, as diferenças entre elas, de modo geral, ganham maior destaque. Isso acontece, pois, mesmo no que se diz respeito aos pontos comuns, a intensidade dos efeitos causados pela arquitetura é normalmente maior do que a dos efeitos causados pelas roupas, o que não contribui para uma grande proximidade entre esses pontos. Exemplos que ilustram essa situação são a diferença de tempo e de mão de obra demandado para construção de cada uma e a maior durabilidade das obras arquitetônicas em relação as roupas. Alem disso, é preciso reconhecer a função social que cada uma desempenha. As roupas, na maioria das vezes, têm um importante papel na segregação social. Isso é, na sociedade atual, o jeito de se vestir é super estimado, ele se tornou uma forma de identificação da classe socioeconômica do indivíduo e aquele que não responde aos padrões pré-estabelecidos pela sociedade é julgado e, várias vezes, marginalizado por ela. Uma das questões que contribuem para tal é a limitada acessibilidade que a maioria das pessoas têm às roupas socialmente bem qualificadas, pois elas apresentam preço elevado. Por outro lado, a arquitetura tem um maior potencial para combater a desigualdade e a segregação social, apesar de nem sempre fazê-la. O que justifica essa afirmação é o fato de que a arquitetura tem a capacidade de criar espaços de inclusão social, como praças públicas, centros de entretenimento (teatros, cinemas, quadras esportivas, etc.), moradias populares, saneamento básico, entre outras edificações que proporcionam a melhoria da qualidade de vida. Assim, é possível concluir que as diferenças entre a arquitetura e as vestimentas estão principalmente relacionadas às funções sociais por elas desempenhadas.
sábado, 18 de março de 2017
Parágrafo sobre o texto “Animação cultural” de Vilém Flusser
O texto “Animação cultural”, de Vilém Flusser, proporciona uma reflexão acerca do relacionamento entre a humanidade e a cultura. Isso ocorre por meio de uma narrativa fictícia em que os objetos defendem a sua superioridade sobre os homens. Esse posicionamento, entre outros argumentos, é justificado pela mesa redonda - personagem principal do texto, que se autodenomina presidente do grupo dos objetos - devido ao fenômeno humano de se objetificar desde as suas origens mitológicas, fato que demonstraria o reconhecimento humano da posição superior dos objetos. O ponto de vista abordado pelo texto poderia ser identificado atualmente na relação de dependência das pessoas com seus aparelhos tecnológicos, como os smartphones, as televisões, os computadores e a própria internet. Neste caso, os indivíduos, muitas vezes, vivem em função da conectividade com esses objetos. Entretanto, é preciso reconhecer que a humanidade e o mundo objetivo interagem entre si de forma dialética. Isso é, a interação entre os seres animados e os fenômenos inanimados criou a necessidade da construção dos objetos, que são os representantes da cultura. Logo, conclui-se que essa é uma relação de interdependência, ja que os objetos precisam da mente humana para existirem e que, na atualidade em que se vive, os homens precisam do conforto e das facilidades geradas pelo funcionamento de diversos objetos.
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