sexta-feira, 30 de junho de 2017

Passeio Cultural - Casa da Glória

Entre os dias 2 e 12 de junho, visitei a Casa da Glória em Diamantina, Minas Gerais. Se trata de um casario colonial antigo que teve diversos administradores e funções, entre elas: domicílio, residência para os intendentes estatais, sede do Segundo Bispado de Minas Gerais, Orfanato e, hoje, sedia o Centro de Geologia de Eschwege. Com toda essa bagagem cultural, a construção é um dos pontos  de Diamantina mais visitados por turistas, entretanto, ainda funciona como alojamento para vários estudantes. 
O casario tem amplos quartos, salas de estudo, salas de exposição, refeitório, pomar e outros vários equipamentos que o torna um lugar rico em espaços internos e externos. A arquitetura apresenta alguns traços da tipologia colonial brasileira. Alguns exemplos são a presença de grandes janelas, de estruturas de madeira, de paredes grossas, de pintura azul e de telhado   com telhas de barro. Contudo, a casa apresenta um passadiço de madeira que remete a uma avançada tecnologia para a época. Ele foi feito com a intenção de unir duas casas que fazem parte do conjunto, sem que os moradores tivessem que atravessar a rua e resiste em pleno funcionamento até os dias atuais. 
A Casa da Glória é um marco significativo na cidade de Diamantina, capaz de indicar partes da história e da tradição mineira. 

Seminário de Design e Interação


Divisor
A obra “Divisor”, de Lygia Pape, data de 1968. Para sua realização, foi utilizado um pano de algodão com várias fendas, e nessas fendas as pessoas podiam, ou não, atravessar suas cabeças. 

1984 X 1984
A obra “ 1984 x 1984”, de Rafael Lozano, data de 2015.
Se trata de uma tela, na qual , por meio de um número randômico, aparecem os quatro dígitos do número 1984, repetidas vezes e em diversas combinações diferentes. As imagens desses dígitos foram extraídas de fotos de mais de 200 000 endereços mostrados pelo Google Street View. Em adição a isso, na medida que as pessoas se aproximam da tela, elas provocam alterações nas imagens. 

Os dois exemplos são obras artísticas que, a partir de diferentes mecanismos, promovem uma interação com o público. No caso do Divisor, mesmo a tecnologia empregada sendo mais básica, a interação ocorre mais intensamente, uma vez que as pessoas podem interagir juntas com a interface, entre sí e ainda com o ambiente que está a sua volta. A obra de Rafael Lozano, 1984 X 1984, emprega uma tecnologia mais sofisticada, contudo, a interação provocada por ela é de cunho maioritariamente individual, uma vez que as pessoas "brincam" com a sua própria sombra e, dificilmente, interagem com a sombra de outros.  










quinta-feira, 29 de junho de 2017

Objeto Interativo - Evolução

Desde o início, o principal objetivo do objeto era promover uma interação com aqueles que estivessem a sua volta, seja diretamente com a interface do objeto, seja entre os que fizessem parte do público. Para que isso ocorresse, a interação foi baseada em movimentos corporais das pessoas que causariam reações na peça e essas, por sua vez, provocariam sensações nos observadores. Na ideia inicial, isso seria feito por uma combinação de movimentos, agrupados de dois em dois, que quando realizados ao mesmo tempo acionariam uma luz de cor diferente para cada combinação. Nesse caso, seria possível criar um ambiente misterioso, no qual não se saberia, em um primeiro momento, o porque de a luz ter diferentes comportamentos, e isso seria um motivo para prolongar a interação. A essência desse projeto foi mantida no objeto final. Contudo, ele foi construído em uma escala muito maior, o que facilitou a interação simultânea de mais pessoas,  e com outro mecanismo. Nessa última versão, existiam botões de pressão escondidos por toda a superfície da peça e cada um deles ligava um circuito elétrico distinto, com um ou mais led's de diferentes cores. O interessante era que os led's não estavam localizados, necessariamente, perto dos botões, o que causava o mesmo clima de mistério nas pessoas. O acabamento com um tecido preto translúcido e os desenhos em espiral ajudaram a disfarçar os locais onde os inputs e os outputs estavam, o que favoreceu esse aspecto. Além do atrativo visual, as espumas que foram colocadas nas extremidades das hastes ampliaram a sensação tátil provocada pela construção, característica que contribuiu para a aproximação dos espectadores. Contudo, a interação pode ser banalizada após um curto período de tempo, uma vez que depois de conseguir descobrir o funcionamento do objeto a parte lúdica deste é enfraquecida.
De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.    










Roteiro Formulado para as Entrevistas

Nome
Idade (Gostaria de informar?):
De onde você é?
Qual sua relação com Diamantina?

Qual a sua impressão do espaço?
Você costuma frequentar a praça?
Se sim, porque?
Você vê alguma ligação entre a praça e a vizinhança?

Em qual local da cidade você gosta de ir?
E qual não gosta?
Qual o percurso diário?

Rede de Implicações Espaço Niemeyer


Proposta de Intervenção na Praça Niemeyer

  Embora seja um espaço bastante amplo e com diversas possibilidades de uso, um dos principais pontos apontados foi o eminente abandono, tanto pela prefeitura, quanto pela população no geral, do espaço Niemeyer. Dessa forma, o espaço de grande potencial passa a ser utilizado apenas como passagem, sendo o caminho mais curto para atravessar para a outra rua, de modo que espaço e pessoa não se relacionam. A fim de trabalhar nisso, procuramos estratégias para atrair mais pessoas para o local além de gerar uma maior permanência destas ali. Uma dos mecanismos utilizados para isso foi a cor vermelha em todos os instrumentos utilizados, tecidos, faixas, tnt, balões, serragem, botões, etc., que naturalmente direciona o olhar de quem passa por perto. Criamos, ainda, ambientes exploratórios que buscam estabelecer uma interatividade com o usuário a fim de incentivar uma maior relação com o espaço e, consequentemente, uma maior disposição a permanecer ali, por meio de cordas com diferentes tons de sinos acionados pelo toque e botões de pressão nos degraus da escada. Além disso, foi feita uma parceria com a escola municipal de Diamantina que forneceu desenhos de alunos do ensino fundamental e pré dos lugares que estes mais gostavam na cidade, novamente com o intuito de estreitar a relação entre a sociedade e o lugar, que foram expostos de maneira dinâmica e mutável no segundo andar (o próprio usuário poderia alterar sua configuração, pois estavam presos em estruturas de nylon que serviam como trilhos transparentes). Ainda nesse sentido, filmamos formas de ocupação da praça presenciadas ao longo da semana, que, além de atrair as pessoas filmadas para a instalação também serviria para ampliar o imaginário de possibilidades de apropriação de quem vê a projeção. Uma outra maneira de provocar a permanência e de atrair a atenção dos transeuntes foi por meio da utilização de mais de 400 balões que serviriam como isca, já que mesmo de incio a pessoa não dê muita importância ao local, com o passar do tempo ali ela tende a prestar maior atenção no ambiente.
Foram utilizadas também setas vermelhas de serragem vindas das calçadas apontando o caminho até a praça e distribuídos panfletos sobre o evento tanto nas áreas próximas quanto no centro.

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Passeio Cultural - Um Interlúdio - A Morte e a Donzela

       A peça de teatro “Um Interlúdio - A Morte e a Donzela”, estava em cartaz (teve seu último em 28 de maio) no teatro João Ceschiatti, no Palácio das Artes em Belo Horizonte. O valor, relativamente, acessível dos ingressos e a localização central do teatro contribuíram para a popularidade da peça. Sob a direção de Wilson Oliveira, a história é baseada em uma das obras do autor chileno Ariel Dorfman. 
O enredo aborda o drama vivido por uma mulher que acredita ter reencontrado, 15 anos depois, o homem que a torturou durante a ditadura. Dessa forma, o clima tenso causa suspense ao longo do espetáculo e prende a atenção dos espectadores. Além disso, a peça promove uma reflexão a cerca da violação dos direitos humanos. De maneira geral, é uma ótima forma de entretenimento. 

Passeio Cultural - Festival Shimmie 2017 - Belo Horizonte

     

        Nos dias 17 e 18 de junho de 2017, aconteceu o IV Festival Shimmie em Belo Horizonte, no Teatro Sesi Minas. Esse evento, produzido pela revista Shimmie, tem por objetivo a promoção da cultura árabe. Isso ocorre por meio de competições e apresentações de danças árabes. 
Várias academias de dança se inscreveram  para competir e/ou apresentar suas coreografias e, dessa forma, foi possível assistir praticantes de dança do ventre, do estilo saidi e de outras danças folclóricas dessa cultura.
       O preço acessível dos ingressos contribuiu para que o teatro estivesse cheio e tanto as roupas coloridas quanto os movimentos impressionantes dos dançarinos favoreceram o entretenimento do público. 


       


Passeio Cultural - Lollapalooza Brasil 2017

      Em março de 2017, ocorreu o festival de música Lollapalooza Brasil, na cidade de São Paulo. O evento se dividiu em dois dias, 25 e 26 de março, e reuniu mais de 30 atrações. Entre os gêneros musicais se encontrava rock, indie, pop, rap nacional e música eletrônica. Essa variedade possibilitou que públicos distintos fossem atraídos pelo festival, contudo o preço elevado dos ingressos dificultou a plena acessibilidade ao evento. 
      Em questão de infraestrutura, é relevante destacar que o espaço disponível foi suficiente para a boa acomodação dos espectadores, que o acesso aos palcos era, relativamente, fácil e que existiam postos médicos e banheiros acessíveis espalhados pelo terreno. Entretanto, o serviço de alimentação foi falho, uma vez que os preços eram altos e que não tinha atendimento suficiente para suprir as necessidades do público, o que resultou em grandes filas nos guichês de comidas e bebidas.
      De uma forma geral, ir ao festival Lollapalooza é uma experiência interessante, pois além vivenciar vários shows também é possível analisar a estrutura de um grande evento nacional. 

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Performance - Espaço Niemeyer

Compreensão do espaço com o corpo

https://www.youtube.com/watch?v=6sey6fcWhoI&feature=youtu.be

Diamantina - Minas Gerais

Integrantes do grupo:
* Alan Favato
* Beatriz Bartholo
* Beatriz Werneck
* Gabriela Zanotti
* Henrique Mota
* Matar Gning
* Pablo Adan 
* Raíssa de Souza