De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.
Beatriz Costa Werneck, aluna do curso de arquitetura e urbanismo da UFMG.
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Objeto Interativo - Evolução
Desde o início, o principal objetivo do objeto era promover uma interação com aqueles que estivessem a sua volta, seja diretamente com a interface do objeto, seja entre os que fizessem parte do público. Para que isso ocorresse, a interação foi baseada em movimentos corporais das pessoas que causariam reações na peça e essas, por sua vez, provocariam sensações nos observadores. Na ideia inicial, isso seria feito por uma combinação de movimentos, agrupados de dois em dois, que quando realizados ao mesmo tempo acionariam uma luz de cor diferente para cada combinação. Nesse caso, seria possível criar um ambiente misterioso, no qual não se saberia, em um primeiro momento, o porque de a luz ter diferentes comportamentos, e isso seria um motivo para prolongar a interação. A essência desse projeto foi mantida no objeto final. Contudo, ele foi construído em uma escala muito maior, o que facilitou a interação simultânea de mais pessoas, e com outro mecanismo. Nessa última versão, existiam botões de pressão escondidos por toda a superfície da peça e cada um deles ligava um circuito elétrico distinto, com um ou mais led's de diferentes cores. O interessante era que os led's não estavam localizados, necessariamente, perto dos botões, o que causava o mesmo clima de mistério nas pessoas. O acabamento com um tecido preto translúcido e os desenhos em espiral ajudaram a disfarçar os locais onde os inputs e os outputs estavam, o que favoreceu esse aspecto. Além do atrativo visual, as espumas que foram colocadas nas extremidades das hastes ampliaram a sensação tátil provocada pela construção, característica que contribuiu para a aproximação dos espectadores. Contudo, a interação pode ser banalizada após um curto período de tempo, uma vez que depois de conseguir descobrir o funcionamento do objeto a parte lúdica deste é enfraquecida.
De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.
De uma forma geral, pode-se classificar a interação provocada pelo objeto como em parte dialética, pois até que o mecanismo dele seja desmascarado as mudanças que ocorrem em sua interface provocam outros movimentos naqueles que estão interagindo. Entretanto, ela também é parte reativa, já que, depois de descobrir como a peça funciona, as pessoas percebem que ao apertarem botões elas estão apenas acionando diferentes luzes.
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