domingo, 26 de março de 2017

Crítica ao Croqui



         O croqui de Eduarda Monti Silva retrata uma das áreas externas da Escola de Arquitetura e Design da UFMG. Aparentemente, ela usou papel ofício, lápis de grafite escuro e lápis de cor verde. Um dos aspectos que chama atenção no seu desenho é o traçado bem definido - de cor forte e traço grosso- e retilíneo. Essas características contribuíram para que a imagem pareça mais real, ela, inclusive, lembra uma imagem de software de arquitetura. Entretanto, a vegetação colorida de verde, por ser a única parte que não é preta e branca, chama mais atenção que os outros elementos da composição. Isso é prejudicial ao croqui, pois o objetivo maior era retratar o edifício, logo ele devia ser o foco principal e não as plantas. Outro ponto que merece destaque é a noção de perspectiva empregada na construção de Eduarda. A boa utilização dos dois pontos de fuga favoreceu a criação de profundidade no croqui. O ponto de vista escolhido pela autora mostra que ela estava localizada em frete a quina do prédio, o que também é interessante, pois permite que o desenho mostre duas dimensões (a frete e um dos lados) do edifício. Contudo, o enquadramento do desenho mostra o prédio muito de perto, como se o observador estivesse a poucos metros dele, isso deixou o croqui muito denso e sem uma área branca destinada ao equilíbrio deste. Apesar das críticas negativas, conclui-se que o trabalho de Eduarda apresenta grande dedicação e cuidado, sendo majoritariamente bom.  

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